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Informativos - Clínica Geral - Principais doenças de cães e gatos

Tumores Mamários caninos

Os tumores da glândula mamária são os tumores mais comuns nas cadelas. Segundo estudos a ocorrência de tumores mamários acomete 2 em cada 1000 cadelas. Infelizmente metade destes tumores são malignos, o que significa que tem potencial para propagar-se para outras partes do corpo.

A maioria dos tumores mamários torna-se aparente como um inchaço na área da glândula mamária, tipicamente em cadelas mais velhas. Outras condições podem resultar em glândulas mamárias dilatadas ou inchadas, e é necessário uma biópsia com avaliação microscópica do tecido removido por um patologista treinado para fazer o diagnóstico de tumores mamários benignos ou malignos. Tumores mamários malignos, também referidos como “câncer de mama”, podem ser subclassificados como vários tipos de carcinomas, adenocarcinomas, tumores mistos malignos ou menos comumente sarcomas.

Quanto um tumor mamário maligno é diagnosticado em uma cadela, é adequado realizar uma serie de testes para saber o estagiamento do câncer, o que significa simplesmente determinar se o tumor tem metástase (se espalhou) e a extensão da propagação. Esses testes incluem radiografias do tórax e do abdômen e ultra-sonografia do abdômen.Esses exames permitem a detecção de nódulos tumorais no pulmão, nos linfonodos e em outros órgãos, sendo os locais mais comuns de metástase de câncer de mama  os linfonodos e o pulmão.  Deve-se notar entretanto que nódulos menores do que alguns milímetros (menos de 0,5 cm) não serão detectados por estes exames. Por esta razão, células tumorais microscópicas e nódulos cancerosos muito pequenos não podem ser detectados ou descartados por estes exames.

A remoção cirúrgica do(s) tumor(es) é o tratamento de escolha para tumores mamários benignos e  malignos que não se espalharam além do tecido mamário e dos linfonodos adjacentes. A maioria dos tumores mamários benignos e cerca de metade dos tumores mamários malignos são curados por cirurgia. Isso é possível porque alguns tumores mamários malignos na cadela não se espalham muito depressa e podem ser removidos antes  que aconteça. A masctectomia “radical” não demonstrou ser mais eficaz que uma cirurgia mais limitada. Os tumores com mais de 3 cm e os tumores de grau maior (como classificado pelo patologista) tem mais probabilidade de recidivar (79% de recidiva em 1 ano) do que os tumores menores e os tumores de grau histopatológico menor (30% de recidiva em 1 ano).

Após a remoção cirúrgica do tumor mamário maligno, o animal deve ser examinado pelo veterinário periodicamente para determinar se o tumor recidivou tanto na área mamária como em outra localização do corpo. Um exemplo de uma escala típica para o exame seria reavaliar o animal com 1,3,6,9,12,18 e 24 meses após a cirurgia. Essas avaliações incluiriam exame físico completo, radiografia e ultra-sonografia.

Um protocolo de quimioterapia eficaz para câncer de mama canino ainda não foi definido. Uma pequena porcentagem das cadelas teve remissão parcial  com quimioterápicos. Como a cirurgia sozinha é bem sucedida em muitos casos, a quimioterapia em geral é reservada para tumores que não podem ser removidos cirurgicamente. É importante notar que o câncer mamário pode ser evitado na cadela através ovariohisterectomia precoce (castração). Relatou-se que o risco de desenvolver tumores mamários nas cadelas é de 0,05% para as cadelas castradas antes do primeiro cio, de 8% para as cadelas castradas após o primeiro e antes do segundo cio e de 26% para as cadelas castradas após o segundo cio. Por esta razão, cadelas que não serão usadas com finalidade de procriação devem realizar ovariohisterectomia precoce.

 

 

* Informativo adaptado por Maricy Alexandrino a partir do texto:  "Séries de Informação ao Cliente" –  Tumores Mamários Caninos, Deborah W. Knapp, do Tratado de Medicina Interna Veterinária, 5º ed. Vol. 2, Rio de Janeiro: Guanabara, 2004.

 

 

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